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Análise Honesta de Super Mario Odyssey
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Quando eu digo que praticamente qualquer jogo do Mario é praticamente uma impressora de dinheiro nem todo mundo bota fé. Alguns falam, JOGO BATIDO… JOGO PRA CRIANÇA, e tudo mais. Mas é inevitável não se espantar com um número de  mais de 2 milhões de unidades vendidas em menos de uma semana do lançamento de Super Mario Odyssey. Qual é, qual jogo AAA alcançou essa marca em poucos dias? Dá pra contar nos dedos!

E aqui eu tenho que colocar uma frase que soltei no Twitter e muita gente concordou: Podemos falar o que quisermos da Nintendo como Corporação e sobre sua Estratégia de Negócios, especialmente com o lance de saírem do Brasil e tal (ficamos bem chateados com isso), mas se existe algo que não dá pra negar é a sua capacidade incrível de fazer jogos memoráveis, sua habilidade como desenvolvedora e publisher!

Então pra fazer essa análise e não ficar muito longa eu dividi ela em 3 grandes áreas do jogo: História e Enredo, Jogabilidade e Controles e Performance e Gráficos.

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História e Enredo

Retornando ao gameplay 3D depois do seu último grande lançamento, Mario Maker, desde o começo, o jogo parece ser o sucessor espiritual de Mario 64, o que já nos traz aquela sensação quentinha e gostosinha de nostalgia.

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Basicamente, Peach foi sequestrada pelo Bowser novamente, e desta vez eleplaneja se casar com ela. Felizmente, Mario tem a ajuda de um novo amigo, Cappy, que também teve seu amor sequestrado pelo vilão, e ele irá ajudá-lo nesta missão de resgate, que envolve coletar luas e perseguir o vilão ao longo de diversos mundos variados, alguns familiares e outros totalmente novos. Cappy é um chapéu voador que pode mudar de forma e ser usado como uma ferramenta de “capturar” inimigos. Jogue-o em algo ou alguém, e Mario será transferido para este alvo, que por sua vez agora terá o tradicional boné vermelho e bigode do mascote da Nintendo.

A Nintendo construiu uma nova aventura para seu principal mascote que celebra do jeito certo a rica história que ele acumulou nos últimos anos e, ao mesmo tempo, faz jus à tudo isso mantendo a criatividade como seu principal diferencial. Cada mundo traz algo novo, algo que em muitos casos poderia ser o principal gancho de um jogo inteiro do Mario, e eu nunca soube o que esperar.

É clichê? Um pouco, pela história do Bowser capturar a Peach. Mas todo mundo ainda ama isso, e Cappy faz tudo parecer bem mais legal, fora que os mundo são vivos, desafiadores e cheios de possibilidades!

Nota: 98

Jogabilidade e Controles

No quesito jogabilidade, temos a pequena porém profunda adição de Cappy ao jogo. Parece pouco, mas traz um nível de profundidade incrível pro game, você não só ganha o movimento de atirar o Cappy como também consegue se apropria da forma de alguns objetos e monstros no jogo, como Goombas, Koopa Tropa, Balas de Canhões, até bichinhos inéditos como o polvo que esguicha e te permite voar. Isso é incrível, e te faz ter que repensar em sua estratégia, sempre!

O controle em Super Mario Odyssey é em partes fantástico e estranho, e isso devido ao próprio console da Nintendo ser um híbrido entre portátil e console de mesa.

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Os comandos são na sua maioria fáceis e intuitivos, no entanto podemos perceber uma facilidade maior em se jogar no modo TV. O modo portátil traz algumas sérias dificuldades na hora que vc precisa combinar botões, como dar um dash, jogar o Cappy e usá-lo como trampolim, tudo ao mesmo tempo. Isso é bem desafiador no modo portátil utilizando os Joy Cons.

Além disso, a Nintendo colocou comandos através de movimentos no jogo para facilitar a vida desse pessoal, como fazer o cappy girar a sua volta ou pra cima e assim destruir tudo em volta. Fazer isso com os botões é possível, só que é bem difícil.

Mais uma vez, jogando com o controle Pro, o jogo fica impecável, assim como todos os outros jogos com esse controle magnífico.

Nota: 90 (poderia ser melhor pensado os controles pro modo portátil)

Performance e Gráficos

Aqui de novo a gente pode ver como a Nintendo tem que ser de fato LOUVADA como developer e publisher. Fazer um jogo com o número de coisas pra se fazer em Mario Odyssey, com os gráficos tão bonitos e coloridos rodar no Switch já é algo memorável, agora fazer isso tudo  em menos de 6gb, parece ser inacreditável. Pois é, a Nintendo fez. O jogo roda a 900p 60 fps em modo dock e a 720p 60fps no modo portátil, e te digo: Faz a diferença um jogo de plataforma rodar a 60 fps, meu amigo. Ele te dá um melhor senso de direção em curtas distâncias, por exemplo, coisas que podem ser ignoradas em um RPG ou um jogo de corrida, onde 30 fps são mais que suficientes.

Com relação aos gráficos e direção de arte, aqui vamos ter algumas divisões de opiniões, na própria mídia. Os gráficos em si do jogo estão incríveis, em alguns momentos te fazem achar que o  jogo foi feito em cima da Unreal Engine 4, especialmente quando se vê detalhes como água, piso e cenário de fundo bem realistas, mas não, o game utilizou a própria engine pra ser feito, e isso é incrível, mais uma vez.

Já com relação a direção de arte, o jogo foge dos padrões do Mario em alguns pontos, como em New Donk City, por exemplo, onde vemos modelos humanos com proporções “reais” cara a cara com o Mario, o que não foi visto antes em nenhum outro jogo. Fora que o aspecto de cidade também nunca foi utilizado antes em nenhum jogo do Mario, sempre deixando espaço aos relevos e arquiteturas diferenciadas do Reino do Cogumelo. E isso é ruim? Do meu ponto de vista não, pelo contrário. É ótimo. Traz um novo ar pro Mario e a  cidade se encaixou muito bem no jogo, e inclusive é meu Kingdom preferido do Jogo.

Nota: 97

Nota Final: 95 – AWESOME

Resumo da ópera: Mario é a segunda mitada da Nintendo em menos de um ano, 7 meses após o lançamento do incrível e provável vencedor do GOTY, Zelda Breath of the Wild. Os jogos tem suas similaridades e diferenças, e isso que os faz incríveis, cada um do seu jeito. Esse é um jogo que faz valer a pena comprar o console só por ele, como fazia Mario 64 no N64 ou God of War no Playstation 2. Se você tinha dúvidas se valia a pena ter um Switch, com Mario e Zelda, essa dúvida está encerrada.

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Rafatris
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